Consumo moderado de álcool também pode prejudicar o cérebro

RIO- Muitas pessoas já se valeram do trunfo de "beber socialmente" para afastar qualquer sugestão de que o álcool poderia fazer mal à sua saúde. No entanto, um estudo da Universidade de Oxford revelou que mesmo quantidades moderadas de bebida alcooólica podem danificar o cérebro.

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De acordo com pesquisadores, a ingestão de álcool pode prejudicar as funções cognitivas do cérebro ao longo do tempo, o que derruba a ideia de que quantidades pequenas da substância ajudariam a proteger o cérebro.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas acompanharam 550 pessoas a partir de 1985 e ao final realizaram ressonâncias magnéticas nesses pacientes para identificar possíveis problemas no cérebro. Cerca de 23 pacientes foram excluídos do estudo após inconsistências em alguns dados. Nos exames, os cientistas observaram a substância branca do cérebro dos pacientes e o hipocampo (parte do cérebro associada à memória).

Entre os que beberam 30 ou mais unidades de álcool, 77% apresentaram encolhimento do hipocampo. O índice foi de 65% entre aqueles que bebiam uma quantidade moderada da substância, entre 14 e 21 unidades por semana, o que é equivalente a seis latões de cerveja de 473 ml cada um, ou sete copos de vinho de 175 ml. Entre as pessoas que não bebiam, a porcentagem foi de 35%.

Além da redução do hipocampo, cientistas identificaram mudanças na estrutura da substância branca do cérebro. Um reflexo prático do consumo de álcool foi visto na fluência lexical dos participantes do estudo. Segundo os pesquisadores, aqueles que faziam consumo moderado de bebida tiveram redução de 14% em sua fluência lexical ao longos dos 30 anos de estudo, em comparação com aqueles que praticamente não bebiam.

- (Fluência lexical) é quando você pede a alguém para nomear o máximo possível de palavras dentro de um minuto começando com uma determinada letra- explicou Anya Topiwala, professora da Universidade de Oxford. - Sabíamos que beber muito durante longos períodos de tempo era ruim para a saúde do cérebro, mas não sabíamos o impacto (quando se bebe) nesses níveis.

Especialistas apontam, no entanto, que, embora o estudo forneça evidências relevantes, são necessárias mais pesquisas, já que a análise de Oxford foi apenas observacional não sendo possível cravar que o álcool é o causador das mudanças no cérebro.

 

Fonte: Portal Do Consumidor

 

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